Conservação de momentum linear

Prof. Nícolas Morazotti

Introdução

Introdução

Objetivos

  • Estudar as condições de conservação de momentum linear e energia cinética, tanto para massas iguais ou diferentes, em colisões 2D
  • Classificar colisões estudadas através da determinação do coeficiente de restituição

Montagens disponíveis

  • FlatBalls

O momentum linear

O momentum linear

\begin{align*} \vec{p} = m\vec{v} \end{align*}
  • Permite distinguir quantitativamente entre partículas leves e pesadas com mesma velocidade \(\vec{v}\).

O momentum linear

  • Com segunda Lei de Newton, relacionamos o momentum linear de uma partícula com a força resultante aplicada nela:

    \begin{align*} \sum_i \vec{F}_i &= \frac{\mathrm{d}\vec{p}}{\mathrm{d}t} = \frac{\mathrm{d}(m\vec{v})}{\mathrm{d}t} \end{align*}

O momentum linear

  • Por sua vez, o momentum linear de um sistema composto de \(N\) partículas pode ser obtido utilizando o princípio de superposição
  • \(m_i,\ \vec{p}_i,\ \vec{r}_i\) grandezas de cada uma das partículas
  • \(\vec{P} = \sum_{i=1}^N \vec{p}_i = \sum_{i=1}^N m_i \vec{v}_i\)
  • \(\vec{P} = \sum_{i=1}^N m_i \frac{\mathrm{d}\vec{r}_i}{\mathrm{d}t}\)

O momentum linear

  • \(\vec{P} = \sum_{i=1}^N m_i \frac{\mathrm{d}\vec{r}_i}{\mathrm{d}t}\)
  • O centro de massa é a posição ponderada com a massa de cada ponto
  • \(\vec{r}_{CM} = \frac{\sum_{i=1}^N m_i \vec{r}_i}{\sum_{i=1}^N m_i}\)

O momentum linear

  • \(\vec{P} = \sum_{i=1}^N m_i \frac{\mathrm{d}\vec{r}_i}{\mathrm{d}t}\)
  • \(\vec{r}_{CM} = \frac{\sum_{i=1}^N m_i \vec{r}_i}{\sum_{i=1}^N m_i}\)

Com um pouco de álgebra,

  • \(\vec{P} = \sum_{i=1}^{N} m_i \frac{\mathrm{d} \vec{r}_i}{\mathrm{d} t}\)
  • \(\vec{P}= \frac{\mathrm{d}}{\mathrm{d} t}\left( \sum_{i=1}^{N} m_i \vec{r}_i \right)\)

O momentum linear

  • \(\vec{P} = \sum_{i=1}^N m_i \frac{\mathrm{d}\vec{r}_i}{\mathrm{d}t}\)
  • \(\vec{r}_{CM} = \frac{\sum_{i=1}^N m_i \vec{r}_i}{\sum_{i=1}^N m_i}\)
  • \(\vec{P}= \frac{\mathrm{d}}{\mathrm{d} t}\left( \sum_{i=1}^{N} m_i \vec{r}_i \right)\)
  • \(\vec{P}= \sum_{i=1}^{N}m_i\frac{\mathrm{d}}{\mathrm{d} t}\vec{r}_{CM}\)
  • \(\vec{P}= M\vec{v}_{CM}\)

O momentum linear

  • \(\vec{P}= M\vec{v}_{CM}\)

O momentum linear de um sistema de partículas é o produto da massa total do sistema pela velocidade do centro de massa

A conservação do momentum linear

Considere um sistema de dois objetos 1 e 2 que interagem mutuamente forcas.png

A conservação do momentum linear

forcas.png

  • \(\frac{\mathrm{d}}{\mathrm{d}t}\vec{p}_1 = \vec{F}_{12} + \vec{F}_1^{ext}\)
  • \(\frac{\mathrm{d}}{\mathrm{d}t}\vec{p}_2 = \vec{F}_{21} + \vec{F}_2^{ext}\)
  • Pela 3a Lei de Newton,
  • \(\vec{F}_{12} = -\vec{F}_{21}\)

A conservação do momentum linear

  • \(\frac{\mathrm{d}}{\mathrm{d}t}\vec{p}_1 = \vec{F}_{12} + \vec{F}_1^{ext}\)
  • \(\frac{\mathrm{d}}{\mathrm{d}t}\vec{p}_2 = \vec{F}_{21} + \vec{F}_2^{ext}\)
  • \(\frac{\mathrm{d}}{\mathrm{d}t}(\vec{p}_1 + \vec{p}_2) = \frac{\mathrm{d}\vec{P}}{\mathrm{d}t} = \vec{F}_1^{ext}+\vec{F}_2^{ext}\)

A conservação do momentum linear

Na ausência de forças externas,

\begin{align*} \frac{\mathrm{d}}{\mathrm{d}t}\vec{P} = \vec{0}. \end{align*}

O momentum linear de um sistema isolado se conserva

Energias cinética e potencial

Energias cinética e potencial

Outra quantidade importante que descreve o sistema é a energia cinética \(K\)

  • \(K = \frac{1}{2}m |\vec{v}|^2 \)
  • \(|\vec{v}| = \sqrt{\vec{v}\cdot \vec{v}} = \sqrt{v_x^2+v_y^2+v_z^2}\)

Energias cinética e potencial

forcas.png

  • \(K = \frac{1}{2}m |\vec{v}|^2 \) Para o sistema em análise, reescrevemos
  • \(K = \frac{(\vec{p}_1)^2}{2m_1}+\frac{(\vec{p}_2)^2}{2m_2}\)

Energias cinética e potencial

  • \(K = \frac{(\vec{p}_1)^2}{2m_1}+\frac{(\vec{p}_2)^2}{2m_2}\)

Diferenciando \(K\) no tempo:

\begin{align*} \frac{\mathrm{d}K}{\mathrm{d}t} &= \frac{\vec{p}_1}{m_1}\cdot \frac{\mathrm{d}\vec{p}_1}{\mathrm{d}t} + \frac{\vec{p}_2}{m_2}\cdot \frac{\mathrm{d}\vec{p}_2}{\mathrm{d}t}\\ &= \vec{v}_1\cdot \vec{F}_{12}+\vec{v}_2\cdot \vec{F}_{21} \end{align*}

Energias cinética e potencial

  • Por outro lado, podemos analisar o trabalho realizado por \(\vec{F}_{12}\). Caso a força seja conservativa, ele depende apenas da distância entre as posições (por não depender do caminho).
  • \(U(\vec{r}_1,\vec{r}_2) = U(\vec{r}_1-\vec{r}_2)\)
  • Isso significa que o espaço é uniforme.

Energias cinética e potencial

Forças conservativas podem ser escritas como o gradiente da energia potencial (a menos de um sinal)

  • \(\vec{F}_{12} = -\frac{\partial U(\vec{r}_1 - \vec{r}_2)}{\partial \vec{r}_1}\)
  • \(\vec{F}_{21} = -\frac{\partial U(\vec{r}_1 - \vec{r}_2)}{\partial \vec{r}_2}\)

Energias cinética e potencial

  • \(\vec{F}_{12} = -\frac{\partial U(\vec{r}_1 - \vec{r}_2)}{\partial \vec{r}_1}\)
  • \(\vec{F}_{21} = -\frac{\partial U(\vec{r}_1 - \vec{r}_2)}{\partial \vec{r}_2}\)
  • \(\frac{\mathrm{d}K}{\mathrm{d}t} = -\frac{\mathrm{d}\vec{r}_1}{\mathrm{d}t}\cdot \frac{\partial U(\vec{r}_1 - \vec{r}_2)}{\partial \vec{r}_1}-\frac{\mathrm{d}\vec{r}_2}{\mathrm{d}t}\cdot \frac{\partial U(\vec{r}_1 - \vec{r}_2)}{\partial \vec{r}_2}\)
  • \(\frac{\mathrm{d}K}{\mathrm{d}t} = -\frac{\mathrm{d}U(\vec{r}_1 - \vec{r}_2)}{\mathrm{d}t} \)

Energias cinética e potencial

  • \(\frac{\mathrm{d}K}{\mathrm{d}t} = -\frac{\mathrm{d}U(\vec{r}_1 - \vec{r}_2)}{\mathrm{d}t} \)
  • \(\frac{\mathrm{d}}{\mathrm{d}t} [K + U(\vec{r}_1 - \vec{r}_2)] = 0\) Com isso, vemos que a energia mecânica se conserva.
  • Se a força não for conservativa, não podemos escrever \(U(\vec{r}_1 - \vec{r}_2)\) e a energia cinética diminui.

Colisões

static1.squarespace-2.gif

Em um evento de colisão entre partículas, dependendo das forças atuantes, alguns resultados são possíveis

Colisões

  • Se houverem apenas forças internas, a aplicação da conservação de energia mecânica e momentum linear é apropriado
  • Em muitos casos, a conservação de \(\vec{p}\) é apropriada mesmo em sistemas não isolados, contanto que as forças externas sejam muito menores que as forças internas

Colisões

Classificamos as colisões em três categorias, de acordo com a consevação (ou não) da energia cinética total dos corpos:

  • Colisão elástica: toda energia cinética é conservada; não há deformação dos corpos
  • Colisão inelástica: a energia cinética total não é conservada
  • Colisão perfeitamente inelástica: os corpos, ao colidirem, grudam um no outro

Colisões

  • O coeficiente de restituição \(e\) facilita o estudo quantitativo das colisões.

Colisões

col1dapprox.png

\begin{align*} v_{approx} &= v_1-v_2 \end{align*}

Colisões

col1dafast.png

\begin{align*} v_{afast} &= v'_1-v'_2 \end{align*}

Colisões

O coeficente então é calculado como \[e = \frac{|v'_1 - v'_2|}{|v_1 - v_2|}\]

  • \(e=1\): Colisão perfeitamente elástica
  • \( 0 < e<1\): Colisão inelástica
  • \(e=0\): Colisão perfeitamente inelástica

Colisões elásticas unidimensionais

  • A conservação do momentum linear entre antes e depois da colisão é dada por
\begin{align*} \vec{p}_1 + \vec{p}_2 &= \vec{p}'_1 + \vec{p}'_2\\ m_1\vec{v}_1 + m_2\vec{v}_2 &= m_1\vec{v}'_1 + m_2\vec{v}'_2 \end{align*}

Colisões elásticas unidimensionais

  • Por se tratar de um movimento 1D,
\begin{align*} p_1 + p_2 &= p'_1 + p'_2\\ m_1v_1 + m_2v_2 &= m_1v'_1 + m_2v'_2 \end{align*}

Colisões elásticas unidimensionais

Na colisão elástica, a energia cinética também se conserva:

\begin{align*} \frac{1}{2}m_1v_1^2 + \frac{1}{2}m_2v_2^2 &= \frac{1}{2}m_1v'^2_1 + \frac{1}{2}m_2v'^2_2 \end{align*}
  • Assumimos as massas e as velocidades iniciais conhecidas.
  • Duas equações, duas incógnitas: sistema solúvel!

Colisões elásticas unidimensionais

  • \(m_1v_1 + m_2v_2 = m_1v'_1 + m_2v'_2\)
  • \(m_1v_1^2 + m_2v_2^2 = m_1v'^2_1 + m_2v'^2_2\)

Rearranjando os termos referentes a cada partícula individual a cada um dos lados, temos

  • \(m_1(v_1 - v_1') = m_2(v_2' - v_2)\)
  • \(m_1(v_1^2 - v_1'^2) = m_2(v_2'^2 - v_2^2)\)

Colisões elásticas unidimensionais

  • \(m_1(v_1 - v_1') = m_2(v_2' - v_2)\)
  • \(m_1(v_1^2 - v_1'^2) = m_2(v_2'^2 - v_2^2)\)
  • Com a relação de diferença de quadrados \(a^2 - b^2 = (a+b)(a-b)\), podemos dividir a segunda equação pela primeira:
  • \(v_1 + v_1' = v_2' + v_2\)

Colisões elásticas unidimensionais

  1. \(m_1(v_1 - v_1') = m_2(v_2' - v_2)\)
  2. \(v_1 + v_1' = v_2' + v_2\)

Se usarmos a equação 2 para substituir \(v_2'\) na equação 1, encontramos

  • \(v'_1 = \left( \frac{m_1 - m_2}{m_1+m_2} \right)v_1 + \left( \frac{2m_2}{m_1+m_2} \right) v_2\)
  • \(v'_2 = \left( \frac{2m_1}{m_1+m_2} \right) v_1 + \left( \frac{m_2 - m_1}{m_1+m_2} \right)v_2\)

Colisões elásticas unidimensionais

Repare também que a equação a seguir nos dá uma relação útil para o coeficiente de restituição.

  1. \(v_1 + v_1' = v_2' + v_2\)
  2. \(v_1 - v_2 = - (v_1' - v_2')\)

Logo,

  • \(e = \frac{|v_2' - v_1'|}{|v_2 - v_1} = 1\)

Colisões inelásticas unidimensionais

  • No caso de uma colisão perfeitamente inelástica, não temos a conservação de energia cinética
  • Contudo, temos uma equação extra \(v_1' = v_2' = v_f\), já que os corpos terminam a colisão grudados
  • \(m_1v_1 + m_2v_2 = m_1v'_1 + m_2v'_2\)
  • \(v_f = \frac{m_1v_1 + m_2 v_2}{m_1 + m_2}\)

Colisões inelásticas unidimensionais

No caso de uma colisão inelástica, temos ainda a conservação de \(\vec{P}\):

  • \(m_1v_1 + m_2v_2 = m_1v'_1 + m_2v'_2\)

Entretanto, mesmo a massa sendo conhecida, já não somos capazes de determinar \(v_1'\) e \(v_2'\). Devido a isso, não somos capazes de prever o movimento sem saber alguma outra informação

Colisões inelásticas unidimensionais

  • Podemos encontrar as velocidades dos corpos em função do coeficiente de restituição
  • \(\Delta v = |v_2 - v_1|\)
  • \(\Delta v' = |v'_2 - v'_1|\)
  • \(e = \frac{\Delta v'}{\Delta v}\)

Colisões inelásticas unidimensionais

  • \(e = \frac{\Delta v'}{\Delta v}\)
  • Com isso, encontramos as velocidades após a colisão como
  • \(v_1' = \frac{m_1v_1 + m_2 v_2}{m_1 + m_2} - e \left(\frac{m_2}{m_1 + m_2} \right) \Delta v\)
  • \(v_2' = \frac{m_1v_1 + m_2 v_2}{m_1 + m_2} + e \left(\frac{m_1}{m_1 + m_2} \right) \Delta v\)

Colisões inelásticas unidimensionais

  • Com essas equações, encontramos a variação de energia cinética devido à colisão \(\Delta K\) como

    \begin{align*} \Delta K = \frac{1}{2}\left( \frac{m_1m_2}{m_1+m_2} \right)\Delta v^2(1-e^2) \end{align*}

Colisões bidimensionais

  • Numa colisão bidimensional, o movimento ocorre num plano
  • Nesse caso, o coeficiente de restituição é

    \begin{align*} e = \frac{|\vec{v}'_2 - \vec{v}'_1|}{|\vec{v}_2 - \vec{v}_1|} \end{align*}

Colisões bidimensionais

  • Consideramos, por simplicidade, um dos corpos em repouso

choque-1.gif

Colisões elásticas bidimensionais

parametro_impacto.jpg

Colisões elásticas bidimensionais

parametro_impacto.jpg

Conservação de momentum em cada direção:

  • \(m_1 v_1 = m_1 v_1' \cos(\theta_1) + m_2 v_2'\cos(\theta_2)\)
  • \(0 = -m_1 v_1' \sin(\theta_1) + m_2 v_2'\sin(\theta_2)\)

Colisões elásticas bidimensionais

  • \(m_1 v_1 = m_1 v_1' \cos(\theta_1) + m_2 v_2'\cos(\theta_2)\)
  • \(0 = -m_1 v_1' \sin(\theta_1) + m_2 v_2'\sin(\theta_2)\)

Conservação da energia cinética total + massa \(m_2\) inicialmente em repouso

  • \(\frac{1}{2}m_1v_1^2 = \frac{1}{2}m_1v'^2_1 + \frac{1}{2}m_2v'^2_2\)

Colisões elásticas bidimensionais

  • \(m_1 v_1 = m_1 v_1' \cos(\theta_1) + m_2 v_2'\cos(\theta_2)\)
  • \(0 = -m_1 v_1' \sin(\theta_1) + m_2 v_2'\sin(\theta_2)\)
  • \(\frac{1}{2}m_1v_1^2 = \frac{1}{2}m_1v'^2_1 + \frac{1}{2}m_2v'^2_2\)

    Não conseguimos encontrar os módulos das velocidades e os ângulos sem uma outra equação. Precisamos de outro dado adicional, já que temos quatro incógnitas e três equações.

Colisões elásticas bidimensionais

  1. \(m_1 v_1 = m_1 v_1' \cos(\theta_1) + m_2 v_2'\cos(\theta_2)\)
  2. \(0 = -m_1 v_1' \sin(\theta_1) + m_2 v_2'\sin(\theta_2)\)

Elevando 1. e 2. ao quadrado, no caso simplificado de massas iguais:

  • \(v_1^2 = v_1'^2 \cos^2(\theta_1) + v_2'^2 \cos^2(\theta_2) + 2 v_1'v_2'\cos(\theta_1)\cos(\theta_{2})\)
  • \(0 = v_{1}'^{2} \sin^{2}(\theta_{1}) + v_{2}'^{2}\sin^{2}(\theta_{2})-2v_{1}'v_{2}'\sin(\theta_{1})\sin(\theta_{2})\)

Colisões elásticas bidimensionais

  • \(v_1^2 = v_1'^2 \cos^2(\theta_1) + v_2'^2 \cos^2(\theta_2) + 2 v_1'v_2'\cos(\theta_1)\cos(\theta_{2})\)
  • \(0 = v_{1}'^{2} \sin^{2}(\theta_{1}) + v_{2}'^{2}\sin^{2}(\theta_{2})-2v_{1}'v_{2}'\sin(\theta_{1})\sin(\theta_{2})\)

Somando as equações: -\(v_1^2 = v_1'^2 + v_2'^2 + 2v_1'v_2' \left[\cos(\theta_1)\cos(\theta_2) - \sin(\theta_1)\sin(\theta_2) \right]\)

Colisões elásticas bidimensionais

  1. \(v_1^2 = v_1'^2 + v_2'^2 + 2v_1'v_2' \left[\cos(\theta_1)\cos(\theta_2) - \sin(\theta_1)\sin(\theta_2) \right]\)

Simplificando a conservação de energia cinética e aplicando na equação 1,

  • \(v_1^2 = v'^2_1 + v'^2_2\)
  • \(0 = 2v_1'v_2' \cos(\theta_1+\theta_2)\)

Colisões elásticas bidimensionais

  • \(0 = 2v_1'v_2' \cos(\theta_1+\theta_2)\)
  • Única maneira de satisfazer essa equação:
  • \(\theta_1+\theta_2=\frac{\pi}{2}\)